Artigo Acadêmico – Tecnologias digitais mudando as relações sociais – #PMD #3

EscreverAo final da matéria do professor Regis Frias, sobre Fundamentos de Interatividade, Tecnologia e Ubiquidade, na pós em Mídias Digitais, cada aluno desenvolveu um artigo. Interessante foi seu método para coletar estes trabalhos. Criou um blog da sala – Almeidinhas – e todos alunos criavam suas contas e postavam os artigos.

Com este momento de grandes manifestações por todo o país, e fora dele, eu queria falar do papel das mídias digitais para a catalisação disso tudo. Li diversos artigos, notícias e busquei o ponto de vista de diversos especialistas da área. O que mais me chamou a atenção foi o sociólogo Manuel Castells, que “define muito perfeitamente os manifestos que estão acontecendo”, como citou Ana Brambilla, editora de mídias sociais da Editora Globo em seu Facebook.

Abaixo você confere o artigo na íntegra.

Tecnologias digitais mudando as relações sociais

Mídias Sociais e as ManifestaçõesA pulverização do acesso às tecnologias móveis e digitais tem afetado as relações na atual sociedade. Seja para aproximar pessoas que estão distantes ou que possuem interesse comum, para canal do consumidor e empresas e, agora mais do que nunca, da população para com o Estado e com as mídias tradicionais.

Há não muitos anos, de 1983 a 1984, o Brasil vivia um momento parecido de protestos com o movimento Diretas Já, que chegou a reunir mais de um milhão de pessoas na Praça da Sé, mas não foi bem sucedido. Agora presenciamos um período parecido, porém em um tempo consideravelmente mais curto, duas semanas, o poder da tecnologia como catalisadora dos movimentos sociais.

Movimentos como Occupy Wall Street, nos EUA, Indignados, na Espanha, Primavera Árabe, no Egito ou Tunísia e agora no Brasil, são caracterizados pelo sociólogo espanhol Manuel Castells, em entrevista ao portal O Globo, por começarem na internet e depois se moverem para o cenário urbano. Porém, ele também destaca, em entrevista à Folha de São Paulo, que “não basta a criação de um manifesto no Facebook para mobilizar milhares de pessoas. Isso depende do nível do descontentamento popular. A internet é uma condição necessária, mas não suficiente para que existam movimentos sociais.”

Já não é a primeira vez que vemos movimentos com origem digital no Brasil. Quem não se lembra dos estudantes de um colégio em São Paulo que se reuniram através do Twitter para protestar contra o aumento do pão de queijo na cantina da escola? Ou ainda do “Churrasco da Gente Diferenciada”, que surgiu para criticar um grupo de moradores contrários à construção da estação de metrô? Ou ainda do “Na Mesma Moeda”, em que grupos de pessoas com seus carros em várias cidades do Brasil iam até um posto de combustível, abastecendo apenas 50 centavos e pedindo nota fiscal.

Estes são movimentos que tiveram inicio em plataformas digitais. A pesar de menores, vemos que o papel das mídias permanece o mesmo: o de unir tribos e formar uma sociedade em rede, como explica Gil Giardelli, especialista em mídias sociais e professor da ESPM FIA-SP, em entrevista ao portal IG. Para o bem ou para o mal, a tecnologia está ai, transformando as relações sociais. Resta-nos acreditar que, apesar das laranjas podres, os bons são a maioria.

Logo postarei outras considerações  minhas sobre o curso e as matérias, afinal registar aquilo que aprendemos faz bem para a gente. 😉

Até mais,

Sara

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